Áreas programáticas sem pagamentos retornam à greve

16/03/2018


Médicos da Estratégia Saúde da Família (ESF) do Rio de Janeiro, que fazem parte das áreas programáticas (APs) que ainda não tiveram seus salários regularizados pelas organizações sociais (OSs) responsáveis, votaram pelo retorno à greve, em assembleia, na última quarta-feira, 14.

Os colegas exigem seus pagamentos e melhores condições de trabalho nas APs, que seguem sem manutenção, sem papel, sem ar condicionado, sem medicamentos, sem internet e sem outros materiais, além de continuarem com as equipes desfalcadas.

Ao agradecer o apoio do CREMERJ ao movimento durante a assembleia, Moisés Nunes, presidente da Amfac (Associação de Medicina de Família e Comunidade do Estado do Rio de Janeiro), também enalteceu a repercussão positiva na mídia, que vem acompanhando a greve desde o início.

“Os jornais continuam fazendo a cobertura da crise da Saúde e dando voz ao nosso movimento, assim como o CREMERJ, que sempre nos ofereceu suporte para seguir com a paralisação de forma ética e segura”, disse Moisés.

“O movimento segue forte e obstinado a prestar atendimento de qualidade, para o que é necessário que a prefeitura do Rio cumpra sua parte, fornecendo os materiais, os insumos, os medicamentos e cumprindo sua parte quanto ao pagamento dos salários e gerindo a área com transparência e competência. E o que vemos é o oposto disso, infelizmente. Mas vamos continuar lutando para mudar essa situação”, frisou o presidente do Conselho, Nelson Nahon.

Outras categorias da atenção básica, como agentes comunitários, psicólogos, farmacêuticos e enfermeiros, também estão em greve.