CRM debate cursos de “pós-graduação” da prefeitura

09/10/2015


O CREMERJ promoveu debate nessa segunda-feira, 5, na sede da entidade, sobre o programa de “pós-graduação” de médicos em ambiente hospitalar oferecido pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio de Janeiro. O objetivo era ouvir a opinião dos colegas participantes sobre os cursos de especialização para diversas áreas médicas. 

Um médico bolsista contou que apenas a primeira aula do curso foi presencial e, inclusive, contou com a participação do secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz. Todas as outras aulas são ministradas pela internet. Ele relatou, ainda, que a plataforma online não tem funcionado adequadamente e que muitos colegas acabam desempenhando funções diferentes das quais eles foram contratados para fazer. 
 
Outra reclamação foi a ausência de médicos preceptores para supervisionar o atendimento aos pacientes, especialmente nos plantões da madrugada e nos fins de semana. Além disso, a forma como o processo seletivo é feito tem gerado insatisfações, já que não há concurso público e os bolsistas não têm contracheque.

“Para nós, fica claro que o objetivo central deste curso é a  contratação de médicos sem concurso público para preencher vagas dentro dos hospitais. Os bolsistas, já no primeiro dia de trabalho, estão dando plantão na especialidade, sem preceptoria, sem carteira assinada e ganhando o dobro dos estatutários”, afirma Nelson Nahon, vice-presidente do CREMERJ. “Temos visitado vários hospitais e conversado muito com os colegas que estão fazendo este chamado programa de pós-graduação. Todos eles relatam a precariedade da preceptoria e a dificuldade do uso da plataforma de ensino à distância”, completa. 

Na reunião, também estiveram presentes o presidente do CREMERJ, Pablo Vazquez, e os conselheiros Carlos Enaldo de Araújo, Erika Reis e Sidnei Ferreira, também conselheiro federal.