CREMERJ cobra providências da Secretaria Estadual de Saúde

29/06/2015


O CREMERJ se reuniu com o secretário de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, Felipe Peixoto, nessa quarta-feira, 24, para discutir a crítica situação que os hospitais estaduais vêm enfrentando nos últimos meses. Participaram da reunião o presidente do CREMERJ, Pablo Vazquez; o diretor Gil Simões; a subsecretária de Atenção à Saúde, Mônica Almeida; o coordenador de Anestesia e Trauma da Secretaria de Estado de Saúde, Rogério Casemiro; e a superintendente de Gestão das Unidades Hospitais, Patricia Sant’anna.

Pablo Vazquez abriu o encontro questionando o secretário sobre os problemas que vem ocorrendo nos hospitais Carlos Chagas e Rocha Faria. Recentemente o Conselho fez fiscalizações nessas unidades e constatou problemas de infraestrutura precária, além de superlotação e falta de insumos e de medicamentos básicos.

O presidente do CREMERJ também ressaltou a suspensão dos serviços de Trauma ao Idoso, no Hospital Ordem Terceira, de angioplastia primária no Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro (Iecac), e de Infarto Agudo do Miocárdio nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

De acordo com Felipe Peixoto, o serviço de trauma não foi suspenso e, sim, realocado para outras cinco unidades, sendo elas os hospitais Alberto Torres, Azevedo Lima, Getúlio Vargas, Albert Schweitzer e Adão Pereira Nunes, aumentando, assim, o número de leitos de 30 para 42.  

“Difícil é imaginar que esses leitos vão ficar reservados para o trauma do idoso se as emergências ortopédicas estão superlotadas”, contra argumentou Pablo Vazquez.

O secretário de Saúde explicou que o Estado está passando por uma crise financeira, porém já foi feito um cronograma de pagamentos e que até o mês de dezembro a Secretaria conseguirá a verba necessária para quitar as dívidas e pendências do setor.

A reunião com médicos do corpo clínico do Iecac foi outro ponto abordado pelos diretores do CREMERJ. Na ocasião, foi debatida com os médicos do instituto uma solução para os problemas que a unidade vem enfrentando, como a falta de profissionais de limpeza e o funcionamento de apenas um elevador dos quatro que a unidade possui.

Segundo Felipe Peixoto, uma equipe de manutenção já está trabalhando para solucionar o problema, que há meses vem prejudicando pacientes e médicos.

O presidente também ressaltou que o CREMERJ abrirá uma ação judicial contra o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, e que acontecerá uma manifestação nos hospitais e institutos estaduais, no dia 2 de julho, para pressionar o governo para solucionar os problemas ocorridos nas unidades.  

“Nossa luta é por uma saúde de qualidade para pacientes e médicos. Queremos que a Secretaria tenha condições de governabilidade para administrar as suas unidades”, ressaltou Pablo.

Ao final do encontro, Felipe Peixoto afirmou que a realização de um concurso público pela Fundação Saúde está em andamento e que está disponível para receber o CREMERJ e suas reivindicações.