Fernando Magalhães: CREMERJ constata fechamento do CTI materno

03/02/2015


Em fiscalização nessa sexta-feira, 30, o CREMERJ constatou que o CTI materno do Instituto Municipal da Mulher Fernando Magalhães foi desativado devido à falta de recursos humanos nessa quinta-feira, 29, por não ter o número suficiente de intensivistas na unidade. Segundo a direção, não há previsão de reabertura. 
 
O hospital, que é referência no atendimento de casos de alto risco, e onde são realizados cerca de 500 partos por mês, tem funcionado com apenas dois obstetras e três pediatras no plantão. O déficit também atinge o serviço de anestesiologia.
 
De acordo com a vistoria, o CTI materno estava funcionando provisoriamente em uma enfermaria no sétimo andar, enquanto o setor no oitavo pavimento passava por obras, a fim de atender as especificações dos órgãos fiscalizadores. A ala ficou pronta há um ano, porém não foi reinaugurada. O CTI improvisado tinha quatro leitos e funcionava apenas para atender as demandas graves da própria unidade.  
 
Durante a fiscalização, uma paciente diagnosticada com Síndrome Hellp, patologia hipertensiva que se manifesta durante a gravidez, aguardava transferência para um CTI materno em outro hospital pelo sistema de regulação de vagas. Os médicos do plantão tentavam um leito desde o início da manhã, mas até as 12h não haviam conseguido. 
 
“Estamos diante de mais um fechamento de serviço ocasionado pela falta de recursos humanos. O CREMERJ vem denunciando isso, lutando para que haja concursos públicos com salários dignos, condições adequadas de trabalho e, obviamente, um atendimento de qualidade para os pacientes. A população não pode ficar desassistida”, afirmou o coordenador da Comissão de Fiscalização do CREMERJ, Gil Simões.
 
A direção do hospital informou que a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro foi comunicada sobre o fechamento do CTI e tem conhecimento da situação crítica provocada pelo déficit de recursos humanos. A direção acredita que a secretaria apresentará alguma solução.
 
“Certamente, vamos cobrar uma resposta da Secretaria Municipal de Saúde. Eles precisam apresentar uma solução para esse problema”, declarou o presidente do CREMERJ, Sidnei Ferreira.
 
O Conselho também denunciará o caso ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.