Diretores do CREMERJ se reúnem com representantes do Nerj

14/01/2015


Em reunião com representantes do Núcleo Estadual do Rio de Janeiro (Nerj) do Ministério da Saúde, nessa segunda-feira, 12, diretores do CREMERJ destacaram mais uma vez a sua preocupação com o sucateamento dos hospitais federais, a falta de concurso público e a irregularidade no pagamento das gratificações por desempenho dos médicos federais, além de outros assuntos. No encontro, ocorrido na sede do Nerj, o presidente do Conselho, Sidnei Ferreira, e os diretores Gil Simões, Carlos Enaldo de Araújo e Erika Reis apontaram como grave o déficit de recursos humanos.
 
O diretor do Departamento de Gestão Hospitalar no Rio de Janeiro (DGH), José Carlos de Moraes, por sua vez, informou que, ao longo de 2014, apresentou algumas propostas para o Ministério da Saúde, como a realização de obras nas unidades federais, contratação de pessoal e melhorias salariais. Até o momento, segundo ele, foi autorizada apenas reforma estrutural nos hospitais da rede.
 
José Carlos de Moraes e a coordenadora geral de Assistência do DGH, Sônia Capellão, também disseram ter avaliado o dossiê, contendo as fiscalizações realizadas pelo CREMERJ nas unidades federais, entregues pelo Conselho na última reunião ocorrida em novembro. Os representantes do Nerj informaram que tinham conhecimento de alguns problemas, como os estruturais e de falta de recursos humanos, e que estão trabalhando para tentar solucionar.
 
O presidente do CREMERJ, Sidnei Ferreira, ressaltou a importância da realização de concurso público com salários dignos e da valorização profissional. “E isso não ocorre com a desativação de leitos, de equipes e de serviços como tem acontecido. Se faz urgente a melhoria das condições de trabalho, a reposição salarial e contratações”, acrescentou.
 
Em relação à audiência em Brasília, que teve a participação do governador Luiz Fernando Pezão e do prefeito Eduardo Paes, para falar sobre a central única de regulação e de compras no Rio de Janeiro, Sidnei Ferreira chamou a atenção para a quantidade de leitos nas redes federal, estadual e municipal.
 
“Estão falando de uma regulação única, mas não há número suficiente de leitos. Também não vemos uma movimentação para a contratação de recursos humanos por meio de concurso público com salário digno; nem há resposta para os médicos federais que estão desde 2012 com a gratificação por desempenho sendo paga com valor inferior ao correto, além de não terem recebido os reajuste concedidos a todo o funcionalismo. Há muitos problemas que não serão resolvidos apenas com uma central de regulação unificada”, afirmou.
 
Ainda sobre regulação, o DGH criou o manual “Protocolos de Acessos Ambulatoriais” para esclarecer como os leitos da rede federal são classificados.