CREMERJ participa de congresso sobre exercício e esporte

01/12/2014


O presidente Sidnei Ferreira, o diretor Serafim Borges e o responsável pela Câmara Técnica de Medicina Física e de Reabilitação do CREMERJ, e assessor da diretoria, Renato Graça, participaram do 7º Congresso de Medicina do Exercício e do Esporte do Rio de Janeiro nessa quinta-feira, 27. O evento segue até sábado, 29, na sede do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC) e reúne médicos de várias especialidades, fisioterapeutas, psicólogos e preparadores físicos com a ideia de utilizar uma linguagem científica simplificada para unir informações em prol da melhoria da performance dos atletas.

Presidindo a Conferência Magna do evento, Sidnei Ferreira lembrou que não há no país um plano nacional para o Esporte e o Exercício.
 
“Com a inclusão de clubes, escolas e universidades nesse plano, colheríamos frutos nas Olimpíadas e Campeonatos Mundiais, além de melhorar a saúde física e mental da população”, afirmou. 

Serafim Borges, na mesa de abertura, apontou o crescimento da procura pela residência em Medicina do Exercício e do Esporte no país citando a USP e a Unifesp como instituições que oferecem a especialidade, além do Hospital do Servidor Público de São Paulo.
“Eu tenho a satisfação de ter criado na década de 80, no Clube de Regatas do Flamengo, uma equipe interdisciplinar com todos os profissionais ligados à área. Lá começou essa integração, o que é imprescindível para que a nossa especialidade seja alavancada em alto nível”, disse. 

O conselheiro Renato Graça, responsável do Conselho, juntamente com o diretor Serafim Borges, pela fiscalização do exercício da medicina nos grandes eventos esportivos no Estado, foi o conferencista da Conferência Magna com o tema “Saúde nos Esportes: legado após grandes eventos no Brasil”. Ele fez uma retrospectiva contando que, em 2012, após receber uma consulta da Comissão Organizadora da Copa, que questionava como proceder para fazer a regularização dos médicos estrangeiros, o CREMERJ verificou que não havia quase nada na legislação. 

“Fizemos uma norma para regularizar, mas percebemos que, além do Rio, outros 11 Estados sediariam os jogos. Como o CREMERJ não tem abrangência nacional, levamos a proposta ao CFM e lá tivemos a nossa resolução aprovada integralmente. Hoje ela está em vigor, é a resolução 2012/13, normatizando a ação dos médicos que trabalham em grandes eventos esportivos, inclusive os estrangeiros”, contou. 

Renato destacou que as Olimpíadas estão tendo uma preparação mais cuidadosa e antecipada na área de Saúde e mostrou os números e a logística de funcionamento de médicos, ambulâncias, hospitais e centros de trauma que atenderão os atletas e a população durante o evento. O médico falou ainda sobre o pequeno legado na saúde pública deixado pela Copa, e do que deve ser similar após as Olimpíadas. Ele afirmou ser lamentável que a Policlínica da Vila Olímpica vá ser desativada após o encerramento dos Jogos no Rio. 

“É bom irmos nos acostumando com o fato de que pouca coisa vai ficar na área da Saúde depois das Olimpíadas. Chamamos atenção para os hospitais públicos, onde nada foi feito durante a Copa, mas esperamos algo diferente agora”, avisou.

O presidente do Congresso, Paulo Cesar Hamdan, da Sociedade de Medicina do Exercício e do Esporte (Smeerj), explicou as diferenças entre a medicina do Exercício e a do Esporte. 

“A medicina do Exercício envolve a prática do exercício como tratamento ou auxiliar terapêutico em diversas doenças cardiovasculares, reumáticas e a diabetes, por exemplo. A medicina do Esporte se preocupa com as lesões dos atletas, que ficam expostos a vários riscos. Então, nosso papel é buscar um tratamento eficaz e rápido para o seu retorno à competição”, comparou. 

O presidente da Comissão Científica, Adilson Camargo, membro da Câmara Técnica de Medicina Desportiva do CREMERJ, da Smeerj e da Associação de Medicina Física de Reabilitação do Rio de Janeiro (AMFRRJ), ressaltou que, por ser um palco de competições de alto nível, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, o Rio tem o desafio de se preparar para cuidar dos atletas e recebê-los bem. 

“Isso é motivo de muito orgulho para nós e temos que estar preparados para os desafios. A ideia desse evento é unir os profissionais das áreas que compõem as comissões técnicas das modalidades esportivas. Esperamos que esse convívio se torne um modelo para o bom funcionamento das competições”, finalizou. 

Também estiveram presentes no evento o presidente da Comissão Organizadora do Congresso, Robson Luís de Bem, membro da Smeerj; e o presidente eleito da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE), Daniel Kopiler.