Caxias providencia segurança de médicos e concurso público

18/09/2014


As agressões físicas e verbais aos médicos da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Pediátrica Walter Garcia, em Duque de Caxias, além da falta de recursos humanos, foram os principais temas da reunião do CREMERJ com a subsecretária de Atenção e Saúde do município, Marcia Caputo, nessa segunda-feira, 15.

A reunião com o presidente do Conselho, Sidnei Ferreira, e os conselheiros Nelson Nahon, Gil Simões e Erika Reis; além do coordenador da Seccional do CREMERJ no município, Benjamin Baptista, contou ainda com as presenças da diretora do complexo pediátrico que engloba a UPA e o Hospital Infantil Ismélia da Silveira, Mônica Soares; o diretor técnico do complexo, André Luiz Torres; e a diretora de Pacientes Externos, Selma Uchoa. 

Já nos próximos dias, conforme a subsecretária, a segurança do complexo ganhará 32 câmeras de monitoramento, sendo 16 na UPA e 16 no hospital. Além disso, já começaram a trabalhar no local dois vigilantes armados durante o dia e outros dois à noite. A Polícia Militar, por sua vez, colocou dois homens fazendo a segurança na área externa. 

Os problemas de insegurança foram denunciados ao CREMERJ por médicos que pediram a intervenção da entidade junto aos órgãos de segurança pública em razão das agressões sofridas no exercício do seu trabalho. Eles relataram que o ápice do problema aconteceu no final de agosto, quando uma colega foi ameaçada com revólver e agredida com socos no peito e xingamentos pelo pai de um paciente.

Outra providência tomada para melhorar o atendimento e reduzir a impaciência dos usuários foi a criação de duas filas, de acordo com a classificação de risco, e a transferência dos classificados como verde para outro local.

Visando à ampliação do quadro de médicos, que conta atualmente com sete pediatras, Marcia Caputo informou que a prefeitura de Duque de Caxias realizará concurso em 2015 para a contratação de mais profissionais, que serão absorvidos ainda na atual administração municipal.

A subsecretária disse que as unidades de saúde do município estão sobrecarregadas em função da demanda originária de municípios próximos.

Para Marcia, com a instalação de câmeras, o reforço da segurança e a reorganização da fila a situação ficará controlada. 

“Veremos agora se as medidas adotadas são suficientes, tendo em vista o aumento da violência e da insegurança em praticamente todo o Rio de Janeiro”, disse.

Ao final do encontro, o presidente do CREMERJ expressou que espera que as medidas tomadas resolvam o problema.

“Os médicos e a população não podem esperar até o próximo concurso. Queremos que a população seja bem atendida e que os médicos tenham condições dignas de trabalho, concurso público e plano de cargo, carreira e vencimentos. Nosso lema é  resolver os problemas na paz, juntos, mas sem perder de vista a urgência”, concluiu.