CRM constata falta de insumos, medicamentos e RH no Hemorio

12/09/2014


Em fiscalização nessa quinta-feira, 11, o CREMERJ constatou que é crítica a deficiência de materiais, insumos e medicamentos no Hemorio. Durante a visita, o Conselho teve acesso a uma lista de medicamentos em falta, que inclui vitaminas, antibióticos e quimioterápicos. A visita confirmou a denúncia que o corpo clínico fez ao CREMERJ na última semana.

“O Hemorio é uma instituição que é referência no Estado, mas está passando por uma crise. Há problemas burocráticos, no entanto o paciente não pode pagar por isso. A falta da medicação pode mudar o prognóstico e colocar em risco a sua possibilidade de cura. É necessário que haja uma solução rápida para os problemas que estão ocorrendo”, declarou o presidente do CREMERJ, Sidnei Ferreira.

Na sala de curativo, por exemplo, verificou-se o déficit de lâminas para bisturi, gaze, coberturas e ataduras. Além disso, segundo os colegas, é grande a dificuldade de realização de exames laboratoriais, o que vem interferindo no tratamento dos pacientes.

O serviço de pediatria está sofrendo diretamente com os problemas na unidade. De acordo com os médicos, a falta de medicamentos e os empecilhos para realizar exames prejudicam a chegada de novos pacientes. Os colegas também estão preocupados com a ausência de serviços fundamentais, como cardiopediatria, neuropediatria e reumatologia pediátrica. 

Ainda na pediatria, de acordo com o relatório de fiscalização, há capacidade para 13 leitos, sendo um de isolamento. Todos estão ocupados e não há expectativa de altas, pois o tratamento dos pacientes vem sendo alterado frequentemente devido aos problemas com os insumos.

Já na ala de internação de adultos, as principais reclamações foram quanto à ausência de especialistas em alguns plantões. Segundo os colegas, os plantões de sexta-feira, sábado e domingo são feitos por médicos que cumprem horas-extras. A maioria dos plantonistas é composta por clínicos, havendo carência de hematologistas e intensivistas.

Outra situação crítica é o não funcionamento do CTI. A unidade está em obras e sem previsão de reabertura. Por esse motivo, os pacientes graves são realocados em outras salas, que não estão preparadas para atendê-los adequadamente.

Colegas também denunciaram que o transplante autólogo de medula óssea está suspenso desde março por falta de material. Além disso, há carência de bolsas de sangue, mas isso em função do número reduzido de doadores.

“Estamos preocupados com essa situação. Tivemos uma reunião com o secretário estadual de Saúde, Marcos Musafir, e ele nos disse que houve um problema licitatório, mas que está sendo resolvido, promovendo solução rápida”, afirmou Sidnei Ferreira, que aproveitou o momento da visita para oferecer ajuda à direção na captação de doadores de sangue.

Os diretores do CREMERJ Gil Simões e Pablo Vazquez e o gerente da Comissão de Fiscalização do Conselho, Pedro Paulo Prado, também participaram da visita.