CRM apresenta demandas ao secretário estadual de Saúde

09/09/2014



O CREMERJ se reuniu com o secretário estadual de Saúde, Marcos Musafir, nessa segunda-feira, 8, para tratar das demandas salariais dos médicos ativos e inativos, da questão da equiparação dos vencimentos em unidades administradas por Organizações Sociais (OSs), da grave crise enfrentada pelo Hemorio, das dificuldades de outras unidades e da promessa de ampliação da linha de cuidados com os pacientes portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Participaram da reunião o presidente do CREMERJ, Sidnei Ferreira; os conselheiros Nelson Nahon, Pablo Vazquez e Gil Simões; o subsecretário estadual de Administração do Trabalho, Abílio Figueiredo; e a subsecretária de Unidades Próprias da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Ana Lúcia Eiras.

Na ocasião, o presidente do CREMERJ entregou ao secretário um dossiê contendo relatório das fiscalizações realizadas pelo Conselho nas unidades de saúde estaduais. Em resposta, Marcos Musafir prometeu dar celeridade às obras de infraestrutura nas unidades fiscalizadas.

Os conselheiros expuseram a insatisfação dos aposentados e dos estatutários quanto aos seus vencimentos. Eles ressaltaram que as diferenças salariais existentes em relação aos contratados pelas OSs cria uma situação de profunda desigualdade, com consequente desmotivação e descrença no serviço público.

Em resposta, Marcos Musafir informou que há dificuldade em atender o pleito, mas que pediu agilidade ao setor jurídico da secretaria para resolver a questão, sem, entretanto, dar um prazo para solucionar o problema.

O CREMERJ pediu ainda providências para as graves dificuldades pelas quais vem atravessando o Hemorio. Dentre outros problemas, o centro de referência em patologias do sangue vem padecendo de grave falta de medicamentos e insumos, como antibióticos, quimioterápicos e kits para detecção de doenças no sangue.

O desabastecimento, conforme o secretário, deveu-se a problemas de natureza jurídica nos processos de compra através da SES. Em vista disso, segundo ele, a secretaria está tentando agilizar as compras através da Fundação Saúde.

O diretor Gil Simões enfatizou que as queixas tratam de prognósticos e vidas, os quais, sem o tratamento necessário, terão o curso da doença alterado.

Sidnei Ferreira lembrou que não pode haver solução de continuidade no fornecimento de insumos, antibióticos, quimioterápicos, entre outros, por questões administrativas.

"Que se faça licitações com intuito de evitar interrupções, pois estamos lidando com vidas", frisou.

Os problemas no Hemorio foram relatados ao CREMERJ na sexta-feira, 5, em reunião com o corpo clínico e a direção da unidade. Os colegas informaram que em alguns casos são obrigados a substituir o tratamento dos pacientes devido à falta de medicamentos.

Musafir também renovou o compromisso assumido em reunião com o Conselho em 7 de agosto de implementar o protocolo do Estado do Rio de Janeiro, baseado no nacional, que amplia a linha de cuidados com os pacientes que sofrem de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).