Prefeitura do Rio empurra médicos peritos à greve de 15 dias

19/08/2014


Em assembleia nessa segunda-feira, 18, médicos peritos do município do Rio de Janeiro decidiram entrar em greve a partir de segunda-feira, 25, em razão da ausência total de resposta da prefeitura à pauta de reivindicações. A paralisação acontecerá até o dia 8 de setembro, quando haverá uma nova assembleia para a avaliação do movimento. O encontro de ontem contou com a participação de cerca de 30 peritos e de membros do CREMERJ e do Sinmed-RJ. 

De acordo com os colegas, a situação está ficando insustentável e por isso o grupo decidiu realizar outra paralisação, sendo agora de 15 dias. No mês de julho, eles pararam por três dias consecutivos e receberam o apoio dos servidores, o que reforçou o movimento. 

Após várias tentativas de negociação, os peritos estiveram no dia 5 de agosto em uma reunião com o secretário municipal de Administração, Paulo Jobim Filho, onde apresentaram novamente a pauta de reivindicações a ele. Jobim, por sua vez, limitou-se a dizer que levaria o assunto para ser discutido com o prefeito Eduardo Paes e que daria uma resposta. 

Mas, até o momento, o secretário não se pronunciou e o grupo aguarda um retorno de Jobim e a apresentação de alguma proposta, de forma oficial, para que seja debatida pelos peritos em assembleia.

Na pauta de reivindicações, os colegas pedem concurso público, um plano de cargos, carreira e vencimentos e reajuste salarial imediato. Atualmente, o salário-base dos peritos é de R$ 933,67, chegando a cerca de R$ 1.300 se contar com insalubridade e triênios. Hoje, há apenas cerca de 30 peritos ativos para atender todos os servidores do município e os seus dependentes. Desse número, também há aqueles que se dedicam à gerência, não atuando diretamente no atendimento.

“Os colegas merecem melhores salários e condições dignas de trabalho. As reivindicações são justas. Temos acompanhado o empenho dos peritos na tentativa de uma solução antes de pensar em paralisações, mas infelizmente eles não tiveram nenhuma resposta. O CREMERJ apoia essa luta, porque a situação é realmente crítica, o que com certeza acaba prejudicando a qualidade do atendimento aos servidores”, declarou o diretor do CREMERJ Pablo Vazquez.

O presidente do Sinmed-RJ, Jorge Darze, também reiterou seu apoio aos colegas, destacando o descaso do governo com relação ao movimento.

Segundo os peritos, durante a greve, o grupo continuará cobrando uma resposta da prefeitura do Rio de Janeiro e da Secretaria de Administração.

A próxima assembleia será realizada no dia 8 de setembro, às 16h30, no auditório do Sinmed-RJ.