Em Teresópolis, unidades de saúde têm atendimento restringido

23/07/2014


Médicos de duas unidades de saúde em Teresópolis restringiram, nesta terça-feira, 22, o atendimento a urgências e emergências devido à falta de recursos humanos e ao atraso salarial. Colegas das Unidade Pronto-Atendimento (UPA) 24 Horas de Teresópolis e da Unidade de Saúde 24 Horas Dr. Eithel Abdallah Hajje Atue Neme, há meses, vêm denunciando essa situação crítica e pedindo uma solução à prefeitura local, mas nada foi feito.
 
De acordo com os médicos, o atendimento será restabelecido apenas quando o salário for normalizado. Os colegas também reivindicam equipes completas e um responsável técnico nas unidades, além de condições dignas de trabalho. Nesta terça-feira, por exemplo, não havia pediatra.

Atualmente, os médicos não possuem vínculo de trabalho e atuam desde a inauguração dessas unidades sem direito a férias, licenças e 13º salário. Além disso, há déficit de materiais e insumos, o que prejudica o atendimento à população.
 
Segundo os colegas, após a saída da Organização Social (OS) das unidades, a prefeitura assumiu em caráter de emergência pelo período de três meses. Nesse tempo, contratou-se uma cooperativa – que possui vários processos no Ministério Público – para gerir financeiramente as unidades.
 
“Defendemos concursos públicos com salários justos, condições adequadas de trabalho e um atendimento digno à população. Infelizmente, não é isso que tem acontecido nessas unidades. O CREMERJ apoia a luta desses colegas, porque é justa e ética”, declarou o vice-presidente do Conselho, Nelson Nahon.
 
Os médicos comunicaram essa decisão à direção administrativa das unidades, à diretoria do CREMERJ e ao secretário municipal de Saúde, Cesar Alonso.