HGB cria comissão e adere à greve dos hospitais federais

11/04/2014


Em assembleia realizada nessa quinta-feira, 10, com representantes do CREMERJ, da Fenam e do Sinmed-RJ, os médicos do Hospital de Bonsucesso resolveram aderir à greve dos hospitais federais do Estado. Membros do corpo clínico e chefes de especialidades vão formar uma comissão de greve para organizar o movimento.
 
"Ou nos organizamos ou teremos pela frente a precarização da nossa profissão. Se não nos mobilizarmos, o futuro pode ser muito ruim para a medicina", apontou o presidente do Conselho, Sidnei Ferreira.
 
Uma das principais reivindicações da categoria é o retorno do pagamento da Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (GDPST), substituída pela GDM a partir da vigência da MP 568, transformada na Lei 12.702/2012. Com a mudança, os médicos perderam cerca de R$ 1.300 por matrícula e seus  vencimentos tornaram-se inferiores aos dos demais servidores federais de nível superior.
 
"O HGB é um hospital de muita representatividade, então, é essencial que os médicos daqui se mobilizem. O governo está na contramão do que pensamos. Ele quer extinguir a carreira federal e nós queremos valorizá-la. Para isso, precisamos de uma base fortalecida para conseguir a repercussão que esperamos. Sigam as orientações das lideranças médicas que a vitória vem", observou Geraldo Ferreira, presidente da Fenam.
 
O controle de jornada por ponto biométrico, as péssimas condições de trabalho, a falta de infraestrutura, a terceirização da saúde pelas Organizações Sociais e a carência de concursos públicos foram outros temas debatidos no encontro.
 
Após a reunião no HGB, apenas uma unidade federal do Estado ainda não aderiu à greve: o Hospital de Ipanema, onde deve acontecer uma assembleia nos próximos dias para tentar a adesão dos médicos ao movimento.
 
"Já fomos três vezes ao Ministério da Saúde nos últimos três meses e vamos voltar quantas vezes forem necessárias. Estamos, também, mobilizando os parlamentares que nos ajudaram durante a tramitação da MP 568. Vamos continuar percorrendo todos os hospitais, precisamos ter um olhar amplo sobre o que está acontecendo", afirmou Sidnei Ferreira.
 
Também participaram do encontro o secretário-geral do CREMERJ, Pablo Vazquez; o conselheiro Armindo Fernandes da Costa; o presidente do Sinmed-RJ, Jorge Darze; a diretora do Sinmed-RJ Sara Padron; membros dos Sindicatos dos Médicos do Piauí e do Paraná, o presidente do corpo clínico do HFB, Flávio Sá; e membros da direção da unidade.