Médicos do Hospital dos Servidores apoiam movimento nacional

28/03/2014



Médicos do Hospital Federal dos Servidores do Estado (HSE) demonstraram apoio ao movimento nacional após uma assembleia promovida na unidade, nessa quinta-feira, 27, pelo CREMERJ e Sinmed-RJ. Na ocasião, as entidades médicas divulgaram a mobilização que será realizada em todo o país em 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, e a greve dos médicos federais no Rio de Janeiro.

Chefias e representantes de várias especialidades participaram da reunião e mostraram insatisfação com o descaso do governo com relação à saúde e à medicina. No encontro, foi formada uma comissão de greve para mobilizar o movimento na unidade. Os colegas também colocaram uma faixa na porta principal do HSE, informando o início da greve na instituição.

O presidente do CREMERJ, Sidnei Ferreira, informou que, após a greve dos médicos federais no Rio de Janeiro, o Ministério da Saúde se propôs a negociar com a categoria. Na quarta-feira, 26, representantes do Conselho, sindicato e Fenam se reuniram com o diretor executivo do Ministério da Saúde, em Brasília, para cobrar a correção da gratificação por desempenho dos médicos – desde a MP 568/2012, a categoria recebe menos que os outros profissionais de nível superior – e pedir melhor infraestrutura, já que serviços e hospitais vêm sendo sucateados.

“Ele disse que irá conversar, juntamente com o ministro da Saúde, com o Ministério do Planejamento e garantiu que até a próxima terça-feira, 1 de abril, dará às entidades médicas uma resposta. Lembramos ao representante do Ministério da Saúde que há falta de recursos humanos, obras inacabadas, serviços sendo fechados. É um grande descaso, que prejudica o médico e a população. Os médicos não têm nenhuma motivação por parte do governo e deixamos claro que continuaremos lutando”, afirmou.

Para Sidnei Ferreira, um momento importante para a categoria é o dia 7 de abril, onde em todo o país haverá mobilizações. No Rio de Janeiro, haverá manifestação na Cinelândia, às 10h, em defesa da saúde pública e é fundamental a presença dos médicos, residentes e acadêmicos de medicina. Na pauta de reivindicações, assuntos relevantes para a categoria: realização de concurso público; salários dignos; plano de cargos, carreira e vencimentos; maior financiamento para a saúde; melhores condições de trabalho; correção da gratificação, além de outros.

O presidente do Sinmed-RJ, Jorge Darze, ressaltou que o movimento é ético e justo, conforme decisão da Justiça federal, e enfatizou que o problema principal da saúde não é falta de médicos, mas a péssima gestão das autoridades das três esferas.

As entidades também convidaram os médicos para participarem da assembleia geral, na próxima segunda-feira, 31, no auditório do Sinmed-RJ. O objetivo da reunião é organizar detalhes do ato público de 7 de abril e falar sobre o movimento grevista.

Os conselheiros Gilberto dos Passos e Armindo Fernando da Costa e a diretora da Sinmed-RJ Maria Cecília Rodrigues também participaram do encontro.