No Rio, médicos protestam contra a precariedade da saúde

08/10/2013


Médicos participaram de um ato público nesta terça-feira, 8, em frente à sede do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, no Centro da capital. O movimento fez parte do Dia Nacional de Protestos, quando entidades médicas promoveram mobilizações em todo o Brasil contra a precariedade da saúde pública e pela valorização da medicina. No Rio de Janeiro, a manifestação foi organizada pelo CREMERJ, Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (Sinmed-RJ), Associação Médica do Estado do Rio de Janeiro (Somerj) e Associação dos Médicos Residentes do Estado do Rio de Janeiro (Amererj).
 
O presidente do CREMERJ, Sidnei Ferreira, criticou a forma como a saúde pública vem sendo gerida e classificou como eleitoreira a criação da Medida Provisória 621/2013, que institui o programa "Mais Médicos".
 
"Nos últimos anos, o CREMERJ tem denunciado a situação caótica da saúde pública, porém o governo federal nada fez. Sentindo esse descaso, a população começou a protestar e a popularidade da presidente Dilma Rousseff caiu bastante. Como não havia nenhum planejamento para a saúde, criou-se uma MP irresponsável, que não resolverá o problema. A medicina do Brasil está entre as melhores do mundo. Só estamos aqui para reivindicar condições dignas para exercer a nossa profissão, o que é justo para o médico e para a população", declarou.
 
O vice-presidente do CREMERJ, Nelson Nahon, defendeu um melhor financiamento para a saúde.
 
"Nossa luta é em defesa da saúde pública, que enfrenta sérios problemas de falta de recurso. O governo federal precisa entender que a saúde precisa, sim, de dinheiro. Há problemas de infraestrutura que necessitam ser resolvidos. Por isso, defendemos um investimento de 10% da receita bruta da União", declarou.
 
Para o presidente do Sinmed-RJ, Jorge Darze, o governo federal não tem cumprido o seu papel com responsabilidade. Segundo ele, o plano de carreira é a forma mais simples de fixar o médico no interior.
 
O secretário-geral Pablo Vazquez também defendeu a carreira de Estado e citou a importância de se investir em saúde e educação.
 
"Lutamos por um maior investimento para a saúde e para a educação, pois são pilares fundamentais para tornar um país forte e independente. O Rio de Janeiro tem sido um exemplo mobilização", declarou.
 
Durante o ato público, os médicos exibiram faixas em prol da valorização da medicina, que defendiam uma saúde pública de qualidade e reivindicavam salários dignos. A categoria também gritou palavras de ordem, como "Fora Padilha".