Problemas de superlotação no Azevedo Lima são reduzidos

02/10/2013


Durante visita técnica nessa sexta-feira, 27, o CREMERJ constatou que o Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói, teve, nos últimos meses, uma redução no número de pacientes por mês na emergência, melhorando, assim, o problema da superlotação do setor. A unidade é a única emergência de grande porte que está em funcionamento na cidade. 
 
O resultado se deve a uma reestruturação realizada pela atual gestão, que teve como o objetivo adequar o hospital ao atendimento de média e alta complexidade na região que, além de Niterói, inclui São Gonçalo e Itaboraí, conforme informou o diretor técnico do hospital, Wanderson do Canto, em reunião com os conselheiros Nelson Nahon e Pablo Vazquez. 
 
Segundo Wanderson, com a inauguração da UPA, o atendimento foi reduzido em decorrência do trabalho realizado em diversos setores e processos, como os de rotinas e classificação de risco.
 
“Antes o hospital ficava sobrecarregado. Hoje, atendemos a menos pacientes das salas verdes, o que nos possibilita dar mais assistência aos que têm o perfil da unidade”, destacou Wanderson.
 
Apesar das melhorias, o CREMERJ verificou que a unidade ainda enfrenta problemas com a falta de recursos humanos. Há déficit de obstetras, ortopedistas, anestesistas, neurocirurgiões e médicos especializados em terapia intensiva neonatal.
 
Sobre as formas de contratação, segundo o diretor técnico, a intenção do governo estadual é fazê-las por meio de uma Organização Social (OS), com a absorção, inclusive, dos estatutários. Como a Fundação Saúde está com carência de profissionais, esgotou-se essa possibilidade para o Azevedo Lima. 
 
A diversidade de vínculos empregatícios também tem dificultado o funcionamento da unidade. 
 
 “Enquanto essa ação de inconstitucionalidade na área da terceirização da saúde não for julgada pelo Supremo Tribunal, onde está há mais dez anos, esse nó nos recursos humanos não vai ser desatado”, frisou Pablo Vazquez.
 
Já o conselheiro Nelson Nahon observou que o CREMERJ vem constatando vários problemas em decorrência das contratações por OS, como atrasos e falta de pagamentos e a não assinatura das carteiras, além de outros.
 
“Já vimos de tudo. A solução é o concurso público com salários dignos e carreira de Estado. O CREMERJ luta para acelerar esse processo”, disse Nahon. 
 
A reunião contou ainda com a participação do diretor administrativo do hospital, Fábio Silveira e dos membros da Comissão de Ética da unidade, a neurocirurgiã Iara Maria Moura Lima e o ortopedista Wilton Luis Pimenta.