Gama Filho: alunos promovem assembleia após ameaça da Galileo

30/07/2013


Os estudantes de medicina da Universidade Gama Filho realizaram, nessa segunda-feira, 29, uma assembleia extraordinária, que contou com o apoio e presença do CREMERJ, da União Nacional dos Estudantes (UNE), da União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ) e do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (Sinmed-RJ). A reunião foi organizada após uma ameaça da mantenedora da instituição, Galileo Educacional, de que, depois do feriado, com auxílio policial, iria retirar à força todos os alunos que estivessem acampados na reitoria e, inclusive, prender aqueles que resistissem à ação. 

Enquanto que a mantenedora alega invasão de propriedade privada, para o CREMERJ, a atitude da Galileo é inapropriada, pois os alunos estão exigindo o direito deles que é estudar e ter um hospital-escola, principalmente porque estão cumprindo a sua parte, pagando a mensalidade sem atrasos. 

Na ocasião, o CREMERJ forneceu ainda apoio jurídico para os estudantes que participaram do encontro. 

Depois de terem recebido uma resposta inadequada do Ministério da Educação (MEC) – de que aqueles que se sentissem lesados pela Galileo deveriam procurar os órgãos de Defesa do Consumidor, como o Procon –, os alunos aguardam a visita de dois representantes do MEC, que deverão comparecer à instituição na terça-feira, 30. 

Para protestar e chamar a atenção da sociedade para a situação caótica que estão vivendo, os estudantes se unirão aos médicos no ato público, do dia 31, às 11h, cujo ponto de encontro será na Cinelândia, com passeata até a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

As reivindicações dos alunos de medicina da Gama Filho são: intervenção efetiva do MEC; pagamento imediato do acordo com os professores; relatório financeiro detalhado das receitas dos anos de 2012 e 2013; consolidação de um compromisso oficial com docentes e funcionários administrativos; canal direto e permanente de diálogo com a Galileo, tendo reuniões periódicas; garantia da ampliação de segurança no campus e nos arredores; confirmação da manutenção dos convênios para cenários práticos; e certeza de que nenhum aluno envolvido nas negociações sofrerá retaliações.