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Médicos decidem manter a suspensão de atendimento por guias

18/07/2013

Na Assembleia de Convênios dessa quarta-feira, 17, médicos e representantes das sociedades de especialidade decidiram manter a suspensão dos atendimentos por guia dos planos Bradesco Saúde, Geap e Porto Seguro, por não apresentarem propostas coerentes ao que a categoria reivindica. 

A maioria das operadoras informou, em reunião com o CREMERJ, que aguarda a divulgação do índice de reajuste da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Entretanto, a ANS afirmou, durante audiência com o Conselho, que se trata de fatores distintos, por isso os planos de saúde poderiam, sim, ter iniciado as suas negociações. 

Para este ano, as reivindicações são: consulta com valor mínimo de R$ 70,00; 5ª edição da CBHPM plena para todas as operadoras e equiparação dos valores dos procedimentos médicos realizados em enfermarias aos dos quartos.

Os médicos voltarão a se reunir para debater o assunto em agosto, quando novamente votarão se será mantida a suspensão dos atendimentos por guias dos planos Bradesco Saúde, Geap e Porto Seguro. 

Na ocasião, a categoria também colocou em pauta a Medida Provisória 621/2013, que cria o programa “Mais Médicos para o Brasil”, que prevê, entre outras ações, a importação de médicos para o interior do país sem a revalidação do diploma e que amplia o curso de medicina por mais dois anos a partir de 2015. 

Para discutir a questão, a presidente do CREMERJ, Márcia Rosa de Araujo, relatou que esteve em Brasília, onde participou de uma reunião com os Conselhos Federal e Regionais de Medicina. No encontro, decidiu-se a elaboração de uma carta explicando à sociedade que a MP 621/2013 é uma medida imediatista e eleitoreira, que não solucionará os problemas da saúde pública, ao contrário de uma política que invista mais no setor, com maior financiamento para a saúde e realização de concursos públicos com salários dignos e carreira de Estado.

Além disso, as entidades nacionais planejam promover três dias de paralisação. No Rio de Janeiro, a categoria avalia quais as mobilizações serão realizadas e se haverá ou não paralisação. Os colegas também defenderam a Lei do Ato Médico e criticaram os vetos feitos pela presidente Dilma Rousseff. 

Antes da Assembleia de Convênios, o CREMERJ e as sociedades de especialidade fizeram uma reunião, na qual debateram sobre as propostas que seriam apresentadas. 

A assembleia foi promovida pelo CREMERJ, pela Associação Médica do Estado do Rio de Janeiro (Somerj), pela Central Médica de Convênios e pelas sociedades de especialidade.