CREMERJ realiza visita técnica no Hospital Albert Schweitzer

17/05/2013


O CREMERJ esteve nesta sexta-feira, 17, no Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo, onde, em reunião com a direção, constatou que há, no mínimo, seis vínculos empregatícios diferentes, todos com salários distintos. A instabilidade é o que mais vem atingindo a unidade, por causa da alta rotatividade principalmente na emergência, setor que também sofre com a ausência de neurocirurgião e de leitos de retaguarda destinados à emergência. 

Nos últimos quatro anos, quase todos os setores do hospital passaram por reformas, entre eles, o CTI e a maternidade. No total, há 497 leitos na unidade, sendo 109 do CTI (adulto, pediátrico e neonatal) e 66 de retaguarda. Os setores de cirurgia geral e de ortopedia ainda não foram reformados. Durante a visita, constatou-se também a falta de ortopedistas. Hoje, por exemplo, apenas o chefe do serviço estava de plantão.

Sobre o Sistema de Regulação de Vagas, os médicos disseram ter dificuldade na transferência dos pacientes, principalmente, nas áreas de cardiologia, nefrologia e ortopedia.

De acordo com a direção, a Secretaria Estadual de Saúde projeta construir um polo de neurocirurgia e pretende demolir o prédio anexo para implantar um centro de traumatologia. 

“Defendemos a gestão direta e a realização de concurso público com salários dignos para a nossa categoria. Os vínculos estão cada vez mais confusos, dificultando até a administração do hospital”, declarou o coordenador da Comissão de Saúde Pública do CREMERJ, Pablo Vazquez. 

Também acompanharam a visita os conselheiros Nelson Nahon e Kássie Cargnin.