Salgado Filho continua superlotado e com poucos médicos

24/04/2013


Em visita técnica ao Hospital Municipal Salgado Filho, nesta quarta-feira, 24, o CREMERJ constatou que a situação continua crítica em função da falta de recursos humanos. Havia somente três clínicos gerais para atender o setor de emergência, a Unidade de Pacientes Graves (UPG), a sala de reanimação e duas enfermarias, quando, no mínimo, deveriam ter seis. Desde a última fiscalização do Conselho, em fevereiro, não foram contratados novos médicos.

Devido à gravidade dos pacientes na UPG, que é semelhante a uma UTI, e na sala de reanimação, é necessário um plantonista em cada ala. Porém, no Salgado Filho, não há clínico geral para atuar integralmente na UPG. Já a sala de reanimação fica sem plantonista às quartas-feiras e aos finais de semana. Há dias como terça-feira e domingo que, no turno da noite, só tem um clínico geral para atender todos os setores.

O hospital também sofre com a falta de neurocirurgiões. Na maioria dos plantões, só há um plantonista, enquanto deveriam ter dois. Outro problema é a superlotação. Na emergência, cuja capacidade é de sete pacientes na ala masculina e sete na feminina, havia 30 homens e 23 mulheres. Algumas pessoas estavam internadas em macas no corredor. Na sala de reanimação, a situação também é crítica. Apesar de ter quatro vagas, há dez pacientes internados.

“A superlotação é constante e os médicos estão sobrecarregados. É desumano o que acontece aqui. É um absurdo não contratar novos médicos, deixando áreas como a UPG sem plantonista. Mais uma vez, alertamos à população sobre a gravidade da situação no Salgado Filho”, declarou o conselheiro Luís Fernando Moraes.

Em reunião, a direção do hospital disse ao CREMERJ que reconhece a necessidade da contratação de recursos humanos, mas que depende da Secretaria Municipal de Saúde. Os conselheiros Nelson Nahon, Erika Reis e Matilde Antunes também participaram da visita técnica.

O CREMERJ esteve nos dias 18 e 20 de fevereiro em fiscalização no Salgado Filho, onde constatou a falta de médicos e a superlotação da unidade. Na ocasião, as irregularidades foram denunciadas ao Ministério Público. Segundo o corpo clínico, a situação no hospital não melhorou e, por isso, o CREMERJ já estuda meios legais para solucionar o problema.