HMRPS: Moradores protestam contra serviços desativados

11/04/2013


Moradores de Curicica reagiram ao fechamento dos serviços de cirurgia geral e ginecologia do Hospital Municipal Raphael de Paula Souza (HMRPS) com um ato público na porta da unidade nessa quarta-feira, 10. A mobilização, que contou com a participação do CREMERJ, de outras entidades médicas e da deputada estadual Janira Rocha, reuniu cerca de 200 pessoas que, com faixas, declaravam-se a favor da saúde pública e pediam a manutenção do HMRPS. Os protestos também foram motivados por rumores de uma desativação total do hospital, que foi negada pela direção.

Durante a manifestação, a presidente do CREMERJ, Márcia Rosa de Araujo, que estava acompanhada dos conselheiros Sergio Albieri, Erika Reis e Armindo Fernando da Costa, falou sobre a sua preocupação com o fechamento consecutivo de serviços no Rio de Janeiro, como aconteceu com a pediatria do Hospital da Piedade, em 2012, e com a Maternidade da Praça XV, em fevereiro, às vésperas do Carnaval.

\"Fecharam dois setores importantes em Curicica, uma área que já sofre por ter poucas unidades de saúde. Mas isso tem acontecido em várias regiões da cidade com a justificativa da falta de recursos humanos. Esse problema pode ser resolvido com a realização de concursos públicos com salários dignos, porém, hoje, só querem contratar profissionais temporários. Essa troca frequente também prejudica o aprendizado dos residentes e compromete os novos especialistas\", declarou Márcia Rosa.

Após o ato público, o CREMERJ se reuniu com o diretor-geral do hospital, Flávio Tannure, que afirmou que a unidade não será fechada. Segundo ele, a prefeitura dá o suporte necessário ao HMRPS e cota a contratação de dois infectologistas. Sobre o fechamento dos serviços, a direção explicou que a Secretaria Municipal de Saúde tentou contratar cinco anestesistas, que era o mínimo para manter os setores de ginecologia e cirurgia geral ativados, porém não conseguiu. Também não há uma expectativa de que os serviços sejam reabertos. Os médicos desses setores já foram realocados em outras unidades.

\"O que vimos aqui em Curicica foi mais um absurdo e prova do descaso da prefeitura com a saúde pública, que eles querem privatizar. O CREMERJ veio aqui representar os médicos que não concordam com o caminho que o sistema público de saúde está seguindo. Esse hospital é referência no tratamento de pacientes com tuberculose e soropositivos. Foi dito que não vai fechar, vamos acompanhar para ver se melhorias serão feitas\", frisou a presidente do CREMERJ.