CREMERJ realiza seu III Fórum de Emergência

O III Fórum de Emergência do CREMERJ, ocorrido no sábado, 5, reuniu dezenas de especialistas na área para atualizar médicos e acadêmicos de medicina sobre diversos temas da área. Cerca de 800 participantes assistiram às palestras e se dividiram entre os treinamentos que aconteceram no Rio de Janeiro.

Ao abrir o evento, os coordenadores da Câmara Técnica de Urgência e Emergência do CREMERJ, Erika Reis e Aloísio Tibiriçá, frisaram a importância da realização de eventos na especialidade, reconhecida pelo CFM em 2015. Em seguida, convidaram para dar boas-vindas aos participantes a comandante do Grupamento de Socorro de Emergência do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Rio de Janeiro (Cbmerj), Cláudia Nogueira; o presidente da Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede), Frederico Arnaud, e o representante da regional Clávio Ribeiro Filho; e o vice-presidente do CREMERJ, Renato Graça.

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“Esse fórum superou as nossas expectativas, o que mostra o crescimento do interesse dos médicos pela emergência em prestar um atendimento qualificado. Esperamos que o fórum desperte vocações e estimule a formação de novos emergencistas, que vão colaborar com a emergência, apesar de seus problemas que são do conhecimento de todos”, declarou Aloísio.

Erika Reis ressaltou a parceria com as entidades na realização do evento: “Construímos a programação do fórum com o que há de mais moderno na atuação do emergencista, mas combinando a experiência com a novidade. A Câmara Técnica de Urgência e Emergência contou com a parceria da Associação Brasileira de Medicina de Emergência, a Abramede, e com o Grupamento de Socorro de Emergência, o GSE, do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Rio de Janeiro [Cbmerj], o que foi fundamental para realizarmos um evento desse porte”.

Cláudia Nogueira salientou os anos de parceria com o CREMERJ no evento, que ocorre há mais de uma década e já se consagrou no calendário médico.

“É um imenso prazer para o GSE ter a oportunidade de trazer a esse evento a atualização de procedimentos no atendimento a emergências. A nossa intenção é sempre viabilizar um atendimento de excelência para a população”, disse Claudia.

O fortalecimento da especialidade, através das entidades regionais, foi abordado por Frederico Arnaud, que veio de Fortaleza (CE) para participar do encontro no Rio.

“A emergência faz parte das nossas vidas há muito tempo e de forma intensa, então ver esse auditório lotado é uma enorme alegria. Gostaria de oficializar que nós, hoje, temos uma nova especialidade médica no país: a medicina de emergência. Afinal, essa não é uma necessidade e luta de uma cidade, e, sim, de um país”, observou Frederico.

Já Clávio Ribeiro Filho frisou que a formação do emergencista vai aprimorar os profissionais que ficam no front da assistência e lidam com situações delicadas e diferentes em cada atendimento. “Eventos como esse auxiliam na preparação e na melhor visão do médico”, destacou.

Representando o presidente do CREMERJ, Nelson Nahon, Renato Graça falou sobre a ampla participação dos colegas no fórum, ressaltando o programa de educação médica continuada do CRM-RJ e os investimentos do Conselho em meios que facilitem a vida do médico, como o aplicativo e a TV CREMERJ, que permitem acesso em qualquer momento e lugar.

“Esse é um dos mais de cem eventos proporcionados pela Educação Medica Continuada do CREMERJ aos médicos neste ano. Temos, ainda, ações importantes nas saúdes suplementar e pública e de fiscalização, que contribuem para buscarmos ambientes adequados para o ético exercício da medicina e para que tenhamos profissionais qualificados”, reiterou.

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Módulo I

No primeiro módulo foi abordado “O Atendimento Inicial ao Trauma”, com palestras sobre atualizações nos atendimentos pré-hospitalar e hospitalar, proferidas pelo chefe de Ensino e Treinamento do GSE, Edgard do Carmo Neto, e pela diretora do Centro de Trauma do Pró-Cardíaco, Cândice Vasconcelos, respectivamente. O módulo foi concluído com a participação da plateia com discussão interativa de casos clínicos, apresentados por Savino Gasparini Neto e Helio Machado Vieira Junior.

Para o coordenador do módulo, o chefe do Serviço de Cirurgia Geral do Hospital Municipal Salgado Filho, Rafael Rodriguez Ferreira, as apresentações foram fundamentais para que os alunos se mantenham atualizados nas constantes evoluções da medicina de emergência.

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“É necessário ficarmos sempre atentos às mudanças e ao primordial uso da tecnologia, que facilita muito o atendimento. Nós, médicos, junto com instituições como o CREMERJ, temos que seguir na luta por melhorias neste atendimento pré-hospitalar. Hoje, tivemos excelente oportunidade de reforçar a importância de buscar uma medicina sempre baseada em evidências, estudos e no incentivo à capacitação. Foram apresentações primorosas”, ressaltou Rafael.

Módulo II

O segundo módulo do fórum - “Emergências Neurológicas” - contou com a apresentação do especialista do Hospital Federal Cardoso Fontes e do Inca Christian Naurath, sobre “Cefaleia aguda”; da professora da Uerj e neurologista da Fiocruz Márcia Jardim, sobre “Paralisias flácidas agudas”; e da coordenadora da Câmara Técnica de Neurologia do CREMERJ e chefe da Neurologia do Hospital Federal de Bonsucesso, Luciana Pamplona, sobre “Status epiléticus”.

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“Os participantes da mesa foram dois médicos do serviço público que falaram sobre o diagnóstico diferenciado, como é essencial examinarmos corretamente o paciente. Trouxemos a classificação brasileira de cefalia, que é imprescindível. E na palestra sobre o status epiléticus na emergência, defendi que os médicos tratem sem esperar o especialista e que não tenham medo de abordar o paciente”, disse Luciana Pamplona, que também coordenou o módulo.

Módulo III

O módulo III - "Baleados, Afogados e Queimados" - discutiu as situações de risco causadas por tiros, afogamentos e queimaduras. Para o coordenador da apresentação e representante da Câmara Técnica de Urgência e Emergência do CREMERJ, Christian Campos, os médicos que trabalham nas emergências de hospitais no Estado do Rio de Janeiro precisam estar muito bem preparados, até mesmo por conta dos altos índices de violência. “A chegada de armas de grosso calibre e projéteis de alta velocidade nas últimas décadas obrigaram os médicos do Rio a se atualizarem ainda mais nos tratamentos dos ferimentos gerados por estes agentes”, afirmou.

O cirurgião torácico da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro Sérgio Sardinha mostrou uma série de registros de pacientes baleados que socorreu ao longo de sua carreira. Ele destacou a relevância da análise de alguns fatores que podem ser úteis no momento de tratar os ferimentos de um baleado, como a posição em que o corpo se encontrava no momento em que foi alvejado, a provável trajetória do projétil e o tipo de calibre e arma utilizados.

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Em seguida, a coordenadora pediátrica do Centro de Tratamentos de Queimados do Hospital do Andaraí, Maria Cristina do Valle, abordou as consequências e recomendações de tratamento para queimaduras químicas, elétricas e de primeiro, segundo e terceiro graus. A médica também propôs desafios ao público, perguntando a melhor forma de tratar diferentes tipos de queimaduras em situações variadas.

Por fim, o médico David Szpilman falou de afogamentos. Segundo ele, 17 pessoas morrem afogadas no Brasil todos os dias, e as mais importantes formas de cuidado com acidentes deste tipo são pré-hospitalares, por meio da prevenção.

Módulo IV

“Dor Torácica na Emergência” foi o tema abordado no módulo IV. À frente da coordenação da mesa, o chefe da unidade coronariana do Hospital Municipal Miguel Couto, Vinício Elia, e o cardiologista Marcelo Lamberti, apresentaram, como debatedores, o vice-presidente do CREMERJ e cardiologista Serafim Borges, a gerente médica de cardiologia do Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), Valdênia de Souza, e o hemodinamicista do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) Sergio Leandro.

No início da palestra foi feita uma breve contextualização do problema e suas causas mais comuns. Na sequência, os coordenadores apresentaram casos clínicos e solicitaram a participação da plateia.

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Segundo informou Vinício Elia, queixas de dor torácica são muito recorrentes nas emergências, porém é fundamental identificar de imediato a gravidade de cada paciente. “Temos que diferenciar bem o doente que corre risco de morte e aquele que pode ser atendido com menor urgência. É uma questão delicada, mas não podemos liberar um indivíduo com infarto inadvertidamente. Essa é a essência do nosso debate neste fórum. Há muita renovação nas emergências e os profissionais que se lançam nessa especialidade devem estar muito qualificados”, alertou o cardiologista.

No final da apresentação, foram sorteadas quatro vagas em um curso de ACLS.

Módulo V

O incentivo à formação de novos médicos especializados em emergência foi o assunto de destaque do módulo V - “Atuação do Especialista em Medicina de Emergência”. O presidente da Abramede e um dos principais defensores da especialidade, Frederico Arnaud, foi o primeiro palestrante. “Mais de 80 países no mundo já têm a medicina de emergência como uma especialidade médica. Aqui no Brasil, após mais de 15 anos de luta e negociações, esse reconhecimento ocorreu em 2015. Ainda estamos aprendendo muito e por isso eventos como este fórum, que divulgam, ensinam e capacitam médicos sobre esta nova área, são de extrema importância. O CREMERJ está de parabéns pela organização”, declarou Frederico.

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A emergencista Angélica Sauthier foi a coordenadora do módulo e também fez a sua apresentação, abordando detalhes sobre sua trajetória e incentivando a formação de novos especialistas na área. “Esse fórum é de suma importância para que novos médicos se interessem por ela”, afirmou Angélica.

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O acadêmico de medicina Daniel Schubert foi o terceiro palestrante: falou sobre como se interessou pelas emergências e contou de suas expectativas como um emergencista. O estudante destacou uma frase famosa do médico Dan Sandberg e que também foi repetida por outros palestrantes do módulo: “A medicina de emergência são os 15 minutos mais interessantes de todas as outras especialidades”.

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Encerrando as apresentações do módulo, o coordenador da primeira residência de medicina de emergência no Rio de Janeiro, Werner Scheinpfflug, explicou como foi o processo de sua criação e de como vem aprendendo para aperfeiçoar a inovadora experiência no Hospital Quinta D’Or. “É um trabalho que requer atenção integral e exclusiva. Cada dia é um aprendizado diferente”, concluiu Werner.

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Módulo VI

Promovido em parceria com o Grupo de Socorro de Emergência (GSE) do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (Cbmerj), o sexto módulo contou com as aulas práticas “Compressão Torácica de Alta Qualidade com Feedback” e “Extricação Veicular”. O objetivo das aulas era promover exercícios práticos para preparar os jovens médicos e acadêmicos para situações reais de emergência.

Na primeira oficina, os participantes podiam usar equipamentos de compressão torácica com feedback do Corpo de Bombeiros. Eles faziam a compressão no manequim primeiro como estão acostumados e depois recebiam treinamento e repetiam o procedimento com o equipamento. As informações referentes a frequência, efetividade e profundidade da compressão eram analisadas e eles tinham acesso a elas para acompanhar sua evolução.

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Já a aula prática "Extricação Veicular" teve como objetivo ensinar o atendimento ao acidentado veicular em ângulo zero. Para essa aula, o 1º GSE levou para o evento o simulador veicular articulado, que possibilitou aos participantes treinarem através da representação de socorro à vítima, que foram divididos em grupos de salvamento. Também foi abordado a autoextricação assistida no paciente.

O primeiro tenente Gustavo Brand, que é membro da Seção de Ensino e Treinamento do 1º GSE do Cbemerj, ministrou a parte teórica que precedeu a aula prática, que foi coordenada pelo subtenente de emergência médicas Gustavo Nunes.

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"Esse conhecimento oferece novas perspectivas de tratamento no atendimento pré-hospitalar ao paciente politraumatizado. O novo protocolo de assistência do GSE é baseado na experiência do grupamento desde a sua fundação e também leva em consideração a literatura médica e artigos científicos internacionais, com objetivo de aumentar a sobrevida do paciente. Esse protocolo será difundido para toda a corporação e também servirá de subsídio para atendimento de outros órgãos públicos e até para o socorro privado", explica Brand.

Também acompanharam a dinâmica as comandantes Cláudia Nogueira e Simone Maeso.

“Neste ano, resolvemos inovar trazendo duas oficinas novas. Na ‘Compressão Torácica’, após o treinamento, o participante repete a compressão e vê se melhorou seu desempenho. Já na ‘Extricação’, o foco é a imobilização cervical no salvamento veicular. Trouxemos um módulo que simula um veículo, e os participantes podiam treinar nele todas as técnicas de retirada de veículo com imobilização da coluna vertebral e ângulo zero. Eles trabalharam com os equipamentos que o bombeiro usa com a possibilidade de ter o carro desarticulado como se ele tivesse sido cortado pelas ferramentas do bombeiro, propiciando melhor ângulo de retirada”, explicou a coordenadora do módulo, comandante do GSE, Cláudia Nogueira.

Módulo VII

No módulo VII - “Treinamento de Atendimento a Pacientes Críticos Baseado em Simulação Realística” - acadêmicos de medicina e médicos participaram das “Olimpíadas”. Os coordenadores do treinamento, Lucia Helena Pezzi e Silvio Pessanha Neto, falaram sobre a importância da atividade, que reuniu dezenas de participantes.

“Essa dinâmica é uma simulação de atendimento a pacientes graves de forma realística. Os participantes se inscrevem, formam equipes e participam de um cenário em que necessitam fazer diagnóstico, atendimento e medicação. Há uma banca que analisa e julga o desempenho de cada equipe e, no final, aponta aqueles que melhor conhecem os protocolos. O grupo vencedor ganha uma medalha”, explicou Lucia Helena.

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Para Silvio Pessanha Neto é muito interessante a forma como o CREMERJ apoia a consolidação da emergência como especialidade médica. “Trazer uma atividade como essa olimpíada para um evento deste porte é, sem dúvida, fomentar a formação e qualificação do profissional de emergência através de simulação realística. Essa atividade permite, de forma lúdica e motivacional, que os acadêmicos de medicina e médicos treinem e se qualifiquem”, observou Silvio.

Uma das equipes que participou da olimpíada era composta por mãe e filha, a pediatra Maria Paula Tavares e sua filha Patrícia, que cursa o 8° período de medicina na Universidade Federal Fluminense.

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"Foi muito legal fazer a equipe com a minha mãe. Eu e ela viríamos sozinhas, mas meus amigos acabaram vindo junto e aí resolvemos participar da olimpíada. Foi a primeira situação em que trabalhamos juntas", contou Patrícia.

Dentre as sete equipes inscritas, a vencedora foi a Lapa ACLS, dos estudantes da Estácio de Sá, formada por Holffam Talon, Lígia Rocha, Guilherme Fernandes e Luís Felipe Cunha, cujas medalhas foram entregues pelos coordenadores do fórum Erika Reis e Aloísio Tibiriçá.

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Módulo VIII

Já no módulo VIII - “Eletrocardiograma na Emergência e Pare um Sangramento: Salve uma Vida” - o cardiologista e um dos responsáveis pelo núcleo de Educação Continuada da Abramede Marcelo Albuquerque proferiu a palestra “Eletrocardiograma na Emergência”, com a qual mostrou ser possível uma abordagem teórico-prática em eletrocardiografia de modo a contemplar o principal objetivo do emergencista: o reconhecimento rápido e imediato das intercorrências cardiológicas, cujas situações podem ser detectáveis pelo eletrocardiograma.

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“Essa é uma oportunidade para que os colegas que não dominam a eletrocardiografia consigam sair capazes de identificar algumas alterações, como a fibrilação atrial e o infarto agudo do miocárdio. O nosso foco é fazer com que os participantes dessa aula saiam para suas atividades com mais ferramentas e com mais segurança”, apontou.

Na apresentação teórico-prática “Pare o Sangramento: Salve uma Vida”, os acadêmicos Renata Rezende (da UFRJ), Daniel Schubert e Rafael Von Hellmann (ambos da Uerj), falaram sobre o treinamento do Colégio Americano de Cirurgiões para o controle de sangramentos. Eles deram um histórico de situações e experiências nos Estados Unidos, como tiroteios e ataques terroristas, em que esse tipo de atendimento foi essencial.

Durante a aula, os participantes desenvolveram técnicas para salvar vidas mesmo em ambientes adversos, sem muitos recursos à disposição, para evitar hemorragias agudas. Uma das técnicas é o torniquete. Os participantes aprenderam não só sobre a aplicação, mas também sobre o tempo e os cuidados que o envolvem.

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“O Fórum de Emergência já é uma tradição no Rio de Janeiro e tentamos trazer sempre novidades, porque a emergência é uma área muito dinâmica. Então, juntamos aqui a tradição com a inovação. Nesse curso, trouxemos uma atualização sobre o controle de sangramento, que é a principal causa de morte evitável em paciente traumatizado. Os primeiros socorristas às vezes não sabem o que fazer e hoje falamos de um treinamento inovador”, explicou Cândice Vasconcelos, diretora do Centro de Trauma Pró-Cardiáco, que, ao lado de Juliana Mynssen, coordenou o módulo.

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Módulo IX

O nono módulo do evento foi dedicado aos “Temas Especiais”, em um total de seis aulas diferentes que aconteceram ao longo do dia.

Sepse na Emergência

A médica anestesiologista Luciana Roderjan apresentou a palestra “Sepse na Emergência” e destacou os elevados números relacionados à doença em vários países. Segundo Luciana, a sepse é a patologia que mais gera óbitos no mundo: na América Latina, por exemplo, a taxa de mortalidade da sepse é de 47% e a do choque séptico chega a 53%. Além disso, nos Estados Unidos, o custo anual para o tratamento da doença é de cerca de 17 bilhões de dólares (R$ 64 bilhões).

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“A desinformação da população, as dificuldades de acesso ao sistema público de saúde e até mesmo a falta de reconhecimento dos profissionais de saúde sobre os sintomas da doença contribuem para esses índices elevados, e por isso é essencial que médicos que trabalham em emergências obtenham cada vez mais informações sobre o tema”, alertou Luciana. Em seguida, a médica apontou uma série de recomendações para o diagnóstico rápido e o tratamento da sepse.

Insuficiência Respiratória na Sala de Emergência

O membro da Câmara Técnica de Terapia Intensiva do CREMERJ e médico do Instituto Nacional de Cardiologia Juan Carlos Verdeal proferiu a palestra “Insuficiência Respiratória”. O palestrante abordou a diferença entre a insuficiência respiratória hipóxica e hipercápnica-hipóxica e em seguida iniciou a exposição de caso clínico presente no dia a dia do atendimento de emergência - que apresentou complicações clínicas - com a indicação de exames através de perguntas interativas aos participantes, análise da gravidade do caso e de exames. Outro caso clínico analisado foi referente à Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), que tem como indicação de terapia a ventilação não mecânica.

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“Esse é um evento tradicional da agenda de educação médica continuada em emergência no Rio de Janeiro e é o melhor evento na minha opinião, pois apresenta um proposta de interatividade focada no ensino, além da troca de experiências e debate com especialistas”, destacou Juan Carlos.

Ultrassom na Emergência

A palestra “Ultrassom na Emergência” foi ministrada pelo residente de clínica médica do Hospital Federal da Lagoa Marcos Bethlen, que tem certificação em Ultrassonografia Point-of-Care pela Winfocus. Ele abordou a evolução da ultrassonografia ao longo dos anos e destacou a vantagem da realização do exame, que permite a repetição no paciente para avaliação contínua. Também falou sobre os diferentes tipos de ultrassom e explicou para que cada um é indicado.

Durante a aula, foram tratados temas como: ultrassonografia de tórax, ecocardiograma Poin-of-Care e acesso vascular guiado por ultrassonografia. Marcos Bethlen também discorreu sobre a análise e a interpretação das imagens e as patologias que podem ser diagnosticadas através do exame.

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O médico fez uma analogia entre o ultrassom e o estetoscópio, já que é um exame que tem tido reduzidos os seus custos, está presente em todas as unidades de saúde e melhorou a qualidade da assistência. “Nós, médicos jovens, temos que nos familiarizar com a ferramenta, porque essa será a nova realidade nos atendimentos”, disse.

Arritmia Cardíaca

Em “Arritmia Cardíaca”, o cardiologista do Hospital Municipal Miguel Couto e do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho Luís Gustavo de Moraes salientou que, para ele, o tema ainda é pouco compreendido. O cardiologista abordou as taquicardias de QRS largo e de QRS estreito, que são muito frequentes.

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“Essas duas situações ainda são pouco compreendidas, infelizmente. Devido a isso, não só a investigação como também o tratamento acabam sendo confusos. Trata-se de um tema de evolução recente e que, ainda, não teve tempo suficiente para ser incorporado à formação acadêmica. Acho muito importante que o CREMERJ promova esse fórum com oportunidade de atualização médica e divulgação adequada. As arritmias cardíacas são as maiores causas de paradas cardíacas, então a sua identificação correta diminui a mortalidade”, afirmou Luís Gustavo.

Trombólise no AVC Isquêmico

A neurologista do Hospital Municipal Souza Aguiar Simone Lindemayer apresentou na palestra “Trombólise no AVC Isquêmico” uma série de recomendações sobre como identificar um acidente vascular cerebral (AVC) e os procedimentos de atendimento de emergência em nível pré-hospital e hospitalar para a situação. “O mais importante é conseguir reconhecer um AVC, mas também é fundamental ter cuidado com as doenças de base: pressão alta, diabetes e o nível de colesterol”, disse.

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Parada Cardíaca na Emergência

O cardiologista e chefe da unidade coronariana do Hospital Municipal Miguel Couto, Vinício Elia, ministrou a palestra “Parada Cardíaca na Emergência”. Sua aula teve como tema a ressuscitação cardiopulmonar (RCP). Ele expôs como os médicos e acadêmicos de medicina devem atuar e fazer as manobras técnicas do atendimento, além de explicar como executar a compreensão torácica no paciente.

Vinício também apresentou vídeos de simulação de uso do desfibrilador, com o objetivo de demonstrar a forma correta de se usar e analisar os dados do aparelho. Ele também informou que os protocolos de atendimento de cardiologia são disponibilizados no site da prefeitura do município do Rio de Janeiro (http://www.rio.rj.gov.br/web/sms/exibeconteudo?id=6978757 .

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"O CRM vem inovando ano após ano na realização do evento, como novos modelos de apresentação e temas atualizados e relevantes ao atendimento de emergência. Dor torácica foi escolhida por ser um assunto comum e frequente nas emergências. Por trás dela existe uma infinidade de complicações graves. E a ressuscitação cardiopulmonar foi trazida para esse debate por haver novas diretrizes de atendimento lançadas pela Associação Americana do Coração e pelo Conselho Europeu de Ressuscitação", salientou.

Assista abaixo a um rápido balanço do evento feito pelos coordenadores do III Fórum de Emergência do CREMERJ:

Conselheiro e coordenador da Câmara Técnica de Urgência e Emergência do CREMERJ, Aloísio Tibiriçá, fala sobre o fórum: https://goo.gl/pFZdkb

Erika Reis, conselheira, diretora e coordenadora da Câmara Técnica de Urgência e Emergência do CREMERJ, agradece aos participantes: https://goo.gl/cAfRDG