Clipping - Região Metropolitana do RJ tem menos leitos de UTI do que o recomendado, diz estudo

G1 /

06/04/2020


Núcleo de especialistas diz, no entanto, que construção de hospitais de campanha pode oferecer número suficiente. Eles dizem que é necessário manter isolamento social.

Um estudo de pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que a Região Metropolitana do Rio tem 8,6 leitos de UTI para cada 10 mil pessoas. O padrão internacional recomendado é de 10 leitos a cada 10 mil pessoas.

"Na região sudeste, uma das regiões mais vulneráveis é justamente a região metropolitana do Rio de Janeiro. Pelo número escasso de leitos de UTI disponíveis no SUS para atender essa população, por ter um grande aglomerado populacional e por ter um histórico de internações e mortalidades alta pro doença relacionada a causas respiratórias", explica Adriano Massuda, pesquisador da FGV-Saúde.

A maior parte dos leitos para atender pacientes do coronavírus virá dos hospitais de campanha. Enquanto eles não ficam prontos, as referências são:

Hospital Ronaldo Gazzolla, em Acari, 211 leitos

Hospital Adão Pereira Nunes, Saracuruna, 74 vagas enfermaria

Hospital Universitário Pedro Ernesto, 100 vagas de UTI

Caso o isolamento social continue, o número de leitos pode ser suficiente. É o que indica o Núcleo de Operações e Inteligência em Saúde (Nose), que reúne pesquisadores da PUC, Fiocruz e Rede D'Or.

"No cenário extremo, a gente precisaria de 600 leitos de UTIs e o estado prevê uma construção de uma quantidade suficiente de leitos até 30 de abril. Então, se esses leitos realmente forem construídos e o cronograma estadual for respeitado, a gente acredita que a gente pode chegar numa situação razoavelmente boa de atendimento a população. Mas é muito importante dizer que isso se as medidas de isolamento continuarem a serem seguidas e houver uma grande adesão da população".

Hospitais de campanha
Especialistas alertam que o pico da contaminação do coronavírus deve ser a partir da terceira semana de abril. Até o fim do mês, o estado prometeu 1,9 mil leitos extras em hospitais de campanha.

O RJ2 desta segunda-feira sobrevoou os pontos onde vão funcionar as unidades e flagrou que tem obra que nem começou, por exemplo:

Parque dos Atletas - sem funcionários ou canteiro de obras. Previsão de 200 leitos

Hospital Casimiro de Abreu - terreno às margens da rodovia só tem mato. Previsão de 100 leitos

Hospital Alberto Torres - nem máquinas, nem homens trabalhando. Obra começa na quata (8), segundo a Prefeitura de São Gonçalo. Previsão de 200 leitos

Em Caxias, três homens trabalhavam para formar a tenda do hospital de campanha. Em Nova Iguaçu, também na Baixada Fluminense, nove escavadeiras e caminhões trabalhavam. Lá, serão 500 leitos.

No Leblon, Maracanã e na Fiocruz as obras estão avançadas. Ao todo, serão 800 leitos nesses locais.

"Na região sudeste, uma das regiões mais vulneráveis é justamente a região metropolitana do Rio de Janeiro. Pelo número escasso de leitos de UTI disponíveis no SUS para atender essa população, por ter um grande aglomerado populacional e por ter um histórico de internações e mortalidades alta pro doença relacionada a causas respiratórias", explica Adriano Massuda, pesquisador da FGV-Saúde.

A maior parte dos leitos para atender pacientes do coronavírus virá dos hospitais de campanha. Enquanto eles não ficam prontos, as referências são:
Hospital Ronaldo Gazzolla, em Acari, 211 leitos

Hospital Adão Pereira Nunes, Saracuruna, 74 vagas enfermaria

Hospital Universitário Pedro Ernesto, 100 vagas de UTI

Caso o isolamento social continue, o número de leitos pode ser suficiente. É o que indica o Núcleo de Operações e Inteligência em Saúde (Nose), que reúne pesquisadores da PUC, Fiocruz e Rede D'Or.

"No cenário extremo, a gente precisaria de 600 leitos de UTIs e o estado prevê uma construção de uma quantidade suficiente de leitos até 30 de abril. Então, se esses leitos realmente forem construídos e o cronograma estadual for respeitado, a gente acredita que a gente pode chegar numa situação razoavelmente boa de atendimento a população. Mas é muito importante dizer que isso se as medidas de isolamento continuarem a serem seguidas e houver uma grande adesão da população".

Especialistas alertam que o pico da contaminação do coronavírus deve ser a partir da terceira semana de abril. Até o fim do mês, o estado prometeu 1,9 mil leitos extras em hospitais de campanha.

O RJ2 desta segunda-feira sobrevoou os pontos onde vão funcionar as unidades e flagrou que tem obra que nem começou, por exemplo:

Parque dos Atletas - sem funcionários ou canteiro de obras. Previsão de 200 leitos

Hospital Casimiro de Abreu - terreno às margens da rodovia só tem mato. Previsão de 100 leitos

Hospital Alberto Torres - nem máquinas, nem homens trabalhando. Obra começa na quarta (8), segundo a Prefeitura de São Gonçalo. Previsão de 200 leitos

Em Caxias, três homens trabalhavam para formar a tenda do hospital de campanha. Em Nova Iguaçu, também na Baixada Fluminense, nove escavadeiras e caminhões trabalhavam. Lá, serão 500 leitos.

No Leblon, Maracanã e na Fiocruz as obras estão avançadas. Ao todo, serão 800 leitos nesses locais.