Clipping - Amamentação diminui os riscos de câncer de mama em lactantes

R7 /

23/08/2019


De acordo com o Instituto Nacional de Câncer - Inca, a amamentação exerce um fator de proteção contra o câncer de mama

O aleitamento materno oferece diversos benefícios para a criança nos primeiros seis meses de vida. Mas, não é apenas a criança que se favorece com o ato de amamentar. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer - INCA, a amamentação exerce um fator de proteção contra o câncer de mama.

Segundo a oncologista da Oncologia D'Or Lucila Rocha, o atraso que a amamentação causa no retorno dos ciclos ovulatórios da mulher faz com que as taxas dos hormônios, que poderiam estimular o surgimento de um câncer de mama, fiquem baixas. A atividade realizada na amamentação também contribui com a diminuição dos riscos. 'O fluxo de leite e a sucção do bebê causam esfoliação e renovação das células ductais da mama, realizando uma espécie de eliminação de células 'danificadas', com potencial de malignização. Ao final do período de lactação, quando acontece a interrupção da produção de leite materno, as células envolvidas no processo se autodestroem, entre elas algumas que poderiam ter sido malignas', explica a oncologista.

A presença do tumor na mama não tende a dificultar a amamentação. 'Não é comum a presença de uma lesão maligna estar listada como uma causa potencial de dificuldade na amamentação. Para a mulher que já teve um câncer de mama tratado e foi liberada pelo oncologista para engravidar, a amamentação também não é uma dificuldade, pois, ainda que tenha realizado uma mastectomia, a mama contralateral, salvo raras exceções, estará preservada, dando à mãe capacidade de amamentar', afirma Lucila Rocha.

A oncologista alerta que, durante o tratamento de câncer de mama, principalmente nos casos em que há recomendação de quimioterapia, pode haver a orientação de suspensão do aleitamento, pelo risco da contaminação do leite pelas medicações anti-neoplásicas.