Clipping - Uma lição de persistência

Extra / Baixada

16/03/2019


Médico de Nilópolis, nascido em uma família pobre, trilha longo e tortuoso caminho até realizar sonho

Nascido numa família pobre, em Itaperuna, no Noroeste Fluminense, Gláucio Borges Moraes se mudou com a família para Nilópolis ainda criança, onde estudou em escola pública. Por influência do pai, Alvibar Cardoso Moraes, se interessou pela Medicina. Entretanto, até realizar o sonho de se tornar um dos cirurgiões mais reconhecidos da Baixada Fluminense, trilhou um longo e tortuoso caminho.

A primeira experiência profissional foi na adolescência e em uma área totalmente distinta. Aos 16 anos, fez estágio não remunerado na Vara Criminal de Nilópolis. O primeiro trabalho com carteira assinada veio em seguida, num supermercado local. Enquanto isso, acalentava o desejo de ser médico.

No fim da adolescência fez o primeiro vestibular, para Odontologia. Não passou. Veio a segunda tentativa, esta sim bem-sucedida e para Medicina. Mas, para realizar o sonho, teve que se afastar da família, já que a vaga era na Universidade de Barbacena, em Minas Gerais.

Lá, ele permaneceu por dois anos, quando retornou à Baixada Fluminense para concluir o curso na Associação de Ensino Superior de Nova Iguaçu (Sesni), atual Universidade Iguaçu (Unig). O curso foi concluído em 1985. Mas não significou o fim dos estudos.

Buscando se aprefeiçoar, Gláucio fez pós-graduação em cirurgia e, só após a conclusão, começou a atender em centro médico da cidade, até abrir o seu próprio consultório. Atualmente com 57 anos, casado com a nutricionista Claudia Januzzi, o médico se orgulha de sua trajetória.

Especialista em cirurgia bariátrica, dirige um dos mais modernos consultórios da cidade, com agenda sempre lotada, onde chega a atender mais de 30 pacientes por dia. Cercado de modernidade, conforto, informatização e tecnologia avançada, o médico diz que o segredo do sucesso é ter amor pelo que se faz.

Este é o legado que quero deixar para os futuros médicos interessados em cirurgia. Mostrar que a vida médica exige atualização e também dedicação constantes — diz o médico, que já pensa em passar os seus conhecimentos como preceptor de ensino em cirurgia geral pela Unig.